Alunos:bianca, dayse,jaqueline,daiane,carlos serie/turma:8F
espectroscopia
indice
espectroscopiahistoria
leis de kirchhff
a origem das linhas
espectrais:atomos e luz
classificacao espectral
classificacao de luminosidade
velocidade radical e efeito dopper
perfil da linha
espectropia
Historia da espectroscopia infravermelha próximo......
introdução
Em geral, espectrômetros
ou espectroscópios são equipamentos destinados à análise
de radiação, mormente ondas eletromagnéticas (incluindo-se nestas a luz
visível). Desta forma, servem para a análise físico-química cujo processo é
chamado espectroscopia. Os espectrômetros compreendem uma fonte de energia
radiante, um sistema colimador (fenda, lentes...), um local destinado à
amostra, um sistema monocromador
e um sistema detector.
É comum ainda se confundirem
estes termos com espectrofotômetro. Entretanto, ao termo
espectrofotômetro reserva-se o sentido de ser um espectrômetro que utiliza
radiação na zona da luz,
ou seja, entre o infravermelho e o ultravioleta
(inclusive). Neste sentido, existem espectrofotômetros UV-visível (ou apenas
visível), de infravermelho e de fluorescência (ou fluorímetros).
espectroscopia
Uma carga em repouso gera um campo elétrico em sua volta. Se esta carga estiver
em movimento, o campo elétrico, em uma posição qualquer, estará variando no
tempo e gerará um campo magnético que também varia com o tempo. Estes campos,
em conjunto, constituem uma onda eletromagnética, que se propaga mesmo
no vácuo. James Clerk Maxwell (1831-1879) demonstrou que a luz é uma onda
eletromagnética.
À intensidade da luz em
diferentes comprimentos de onda, chamamos de espectro. Quase toda informação sobre as propriedades
físicas das estrelas são obtidas direta ou indiretamente de seus espectros,
principalmente suas temperaturas, densidades e composições.
Isaac Newton demonstrou em
1665-66 que a luz branca, como a luz do Sol, ao passar por um prisma se
decompõe em luz de diferentes cores, formando um espectro como o arco-íris.
Em 1802, William
Hyde Wollaston (1766-1828) observou que, passando a luz solar por uma fenda e
depois por um prisma, apareciam algumas linhas escuras no espectro, que
ele interpretou como o limite das cores. Estas linhas são imagens da fenda do espectrógrafo em diferentes
comprimentos de onda.
Até 1820, o fabricante de intrumentos de vidro
(lentes, prismas, microscópios e telescópios) alemão Joseph von Fraunhofer (Frauenhofer)
(1787-1826), de Munique, já havia contado 574 linhas escuras no espectro solar,
chamadas depois de linhas de Fraunhofer. Para 324 destas linhas, Fraunhofer deu
o nome de letras maiúsculas: A, B, C ... para as linhas mais fortes e
minúsculas para as mais fracas, começando com A
no vermelho.

Fraunhofer também observou linhas nos espectros das estrelas Sírius, Castor,
Pollux, Capella, Betelgeuse e Procyon. Na verdade Fraunhofer utilizava as
linhas do espectro solar para calibrar seus instrumentos (vidros e prismas),
que eram os de melhor qualidade fabricados naquela época. Como pequenas
variações na quantidade e mistura de quartzo (SiO2), cal (CaO) e
soda (carbonato de sódio, Na2CO3) que compõem o vidro
(basicamente SiO4) fazem que os prismas fabricados desloquem o
comprimento de onda em diferentes ângulos, Fraunhofer usava as linhas do
espectro solar para determinar as propriedades dos vidros. Apresentando seus
resultados na Academia de Ciências da Bavária, foi eleito membro e ministrou
aulas na Universidade da Bavária por muitos anos, apesar de não possuir educação
formal.
Como veremos a seguir, 40 anos
depois as linhas foram identificadas por Gustav Robert Kirchhoff como sendo:
|
Linha
|
(Å)
|
Elemento
|
Cor
|
|
A
|
7594
|
oxigênio
|
Vermelho
|
|
B
|
6867
|
oxigênio
|
|
|
C
|
6563
|
hidrogênio, H
|
|
|
D1
|
5896
|
sódio
|
Amarelo
|
|
D2
|
5890
|
sódio
|
|
|
D3
|
5876
|
hélio
|
|
|
E
|
5270
|
ferro e cálcio
|
|
|
b1
|
5184
|
magnésio
|
|
|
F
|
4861
|
hidrogênio, H
|
Verde
|
|
G
|
4308
|
ferro (e cálcio)
|
Azul
|
|
H
|
3968
|
cálcio
|
|
|
K
|
3934
|
cálcio
|
Violeta
|
Variação do espectro contínuo com a temperatura
Espectros das
estrelas por classe espectral, graficados com uma lei de Planck de temperatura
indicada, de 3000 Å a 18 000 Å.
A curva de
distribuição de energia de um espectro contínuo tem forma similar à de um corpo
negro, ou seja, segue aproximadamente a lei de Planck. Portanto, quanto
maior a temperatura, maior a intensidade da radiação e menor o comprimento de
onda em que ocorre e pico da intensidade. Como vimos, a relação
entre o comprimento de onda em que ocorre o pico da intensidade (
max), é dada pela
lei de Wien:

Bunsen & Kirchhoff
Em 1856, o
químico alemão Robert Wilhelm Bunsen (1811-1899) inventou o bico de gás
(bico de Bunsen), cuja vantagem era a de ter chama incolor. Quando um elemento
químico era colocado sobre a chama, as cores emitidas eram as da substância, e
não da chama. Bunsen tinha um colaborador mais jovem, o físico Gustav Robert
Kirchhoff (1824-1887), de Heidelberg. Kirchhoff já havia formulado as leis
que governam as voltagens e correntes em circuitos elétricos, que levam seu
nome, em 1845. Em 1856, Kirchhoff sugeriu que as cores seriam melhor
distingüidas se passadas através de um prisma. Eles colocaram um prisma na
frente de um conjunto de lentes e passaram a identificar as linhas com os
elementos químicos. Os gases quentes observados por Kirchhoff e Bunsen não
emitiam um espectro contínuo. Eles descobriram que cada elemento gerava uma
série de linhas diferentes. Por exemplo, o neônio tinha linhas no vermelho
(por isto um cartaz de neon é vermelho), o sódio tinhas linhas no amarelo e o
mercúrio tinha linhas no amarelo e no verde.
Estas linhas eram todas
brilhantes, enquanto as linhas de Fraunhofer eram escuras. Kirchhoff queria
confirmar que as linhas escuras D descobertas por Fraunhofer eram linhas de sódio.
Para isto ele passou a luz do Sol através de uma chama de sódio, esperando que
as linhas do sódio preenchessem as linhas escuras do Sol. Para sua surpresa, as
linhas D ficavam mais fortes, mais escuras. Ele então substituiu o Sol por um
sólido quente. A luz do sólido que passava pela chama apresentava as mesmas
linhas escuras do Sol, na posição das linhas do sódio. Ele então concluiu que o
Sol era um gás ou sólido quente, envolto por um gás mais frio. Estas camadas
mais frias é que produziam as linhas escuras do Sol. Comparando o espectro, ele
descobriu linhas de Mg, Ca, Cr, Co, Zi, Ba e Ni no Sol.
De suas experiências, Kirchhoff
formulou as três leis empíricas da espectroscopia, para determinar a composição
de uma mistura de elementos.
1) Um corpo opaco
quente, sólido, líquido ou gasoso, emite um espectro contínuo.
2) Um gás transparente
produz um espectro de linhas brilhantes (de emissão). O número e a
posição destas linhas depende dos elementos químicos presentes no gás.
3) Se um espectro contínuo passar
por um gás à temperatura mais baixa, o gás frio causa a presença de linhas
escuras (absorção). O número e a posição destas linhas depende dos elementos
químicos presentes no gás.
Simulação das Linhas
Embora um átomo isolado só emita
em determinados comprimentos de onda, muitos átomos comprimidos juntos num
material emitem radiação em uma banda de linhas, já que têm velocidades
diferentes e os comprimentos de onda se deslocam pelo efeito Doppler.
É importante notar que as linhas
escuras não significam ausência de luz, somente o contraste de menos luz. O gás
mais frio absorve mais radiação que emite e, portanto, gera linhas escuras. Se
estiver em equilíbrio,
isto é, nem aquecendo nem esfriando, um gás absorve a radiação vinda em sua
direção e a re-emite em todas as direções, causando um decréscimo de fluxo na
direção da fonte. Se não estiver em equilíbrio, o gás aquece.
A observação dos espectros
estelares tomou impulso em 1860 com Giovanni Battista Donati (1826-1873) em
Florença, e logo depois com Lewis M. Rutherfund (1816-1892) em Nova Iorque,
George Biddel Airy (1801-1891) em Greenwich, William Huggins (1824-1910) em
Londres, e Angelo Secchi (1818-1878), em Roma.
Em 1862, o astrônomo sueco Anders
Jonas Ångström (1814-1874), aumentando a precisão de medida do comprimento de
onda, identificou as linhas de hidrogênio no Sol. A identificação do elemento
hidrogênio já havia sido feita em 1766 pelo físico e químico inglês Henry
Cavendish (1731-1810).
Em 1868, o astrônomo inglês Sir
Joseph Norman Lockyer (1836-1920) descobriu uma linha inexplicada no espectro
do Sol, que ele identificou com um novo elemento químico, hélio, do
grego helios, Sol. Lockyer mais tarde fundou a revista Nature, e foi seu
editor por 50 anos. Independentemente, o astrônomo francês Pierre-Jules-César
Jansse (1824-1907) também identificou esta linha, no mesmo ano. Somente 27 anos
mais tarde o elemento hélio foi descoberto na Terra, pelo químico inglês Sir
William Ramsay (1852-1916) quando o espectro de um minério de urânio contendo
hélio produziu uma linha na posição exata daquela encontrada por Lockyer no
espectro do Sol. Hoje em dia sabemos que o hélio é o segundo elemento mais
abundante no Universo. O primeiro é o hidrogênio.
A Origem das
Linhas Espectrais: átomos e luz
No início do século XX, os
cientistas começaram a estabelecer as bases para a compreensão da formação dos
espectros à medida que eles começaram a aprender mais sobre a estrutura dos
átomos e a natureza da luz.

Os experimentos
de Ernest Rutherford (1871-1937) em 1909, auxiliado por Hans Geiger (1882-1945)
e Ernest Marsden (1889-1970), bombardeando folhas de ouro com partículas alfa
(íons de hélio), resultando que 1 em cada 20 000 partículas incidentes eram
refletidas na mesma direção de incidência, demonstraram que os átomos são
compostos de um pequeno núcleo, com carga elétrica positiva, rodeado por uma
nuvem de elétrons, com carga elétrica negativa. Esses elétrons não poderiam
estar parados, pois eles cairiam em direção ao núcleo devido à atração
coulombiana, então Rutherford propôs que os elétrons estariam girando em torno
do núcleo em órbitas circulares. No entanto, isso não resolvia o problema da
estabilidade do núcleo, pois cargas elétricas aceleradas emitem energia,
e a perda de energia faria os elétrons espiralarem rapidamente em direção ao
núcleo, emitindo radiação em todos os comprimentos de onda e tornando os átomos
instáveis. Esse modelo atômico não era satisfatório, pois os átomos obviamente
são estáveis, além do mais era conhecido, através dos estudos dos espectros de
emissão, que quando os átomos emitem radiação, eles o fazem somente em certos
comprimentos de onda, específicos de cada elemento, e não em todos os
comprimentos de onda. 
A figura mostra um átomo constituído de um núcleo e
um elétron (bolinha azul) em meio a várias partículas (bolinhas amarelas). Uma
partícula colide com o átomo (1) que se excita, fazendo com que seu elétron
pule para um nível de maior energia (2). Em seguida o elétron volta para seu
nível de energia original, liberando a energia extra na forma de um fóton de
luz (3).
Albert Einstein, em 1905,
estudando o efeito fotoelétrico, usou a idéia da quantização e assumiu que cada
quantum de luz, ou fóton, tem uma energia E dada por:

onde h é a constante de Planck,
e c é a velocidade da luz,
300 000 km/s.
Embora Fraunhofer, em 1823,
tivesse observado que as estrelas tinham espectros de linhas escuras como o
Sol, investigações mais completas dos espectros das estrelas foram feitas por Sir
William Huggins (1824-1910) e pelo jesuíta Irmão Angelo Secchi (1818-1878) do
observatório do Vaticano, que notaram que os espectros estelares não eram todos
iguais; só alguns se pareciam com o do Sol. Em 1864 Sir William Huggins
obteve o primeiro espectro de uma nebulosa e, depois de observar mais 70 até
1868, concluiu que as nebulosas apresentavam linhas brilhantes (de emissão),
uma do hidrogênio e outras duas que só foram identificados em 1927 como as linhas proibidas
do O II, O III, e N II. Em 1863, Secchi fez a primeira classificação dos
espectros das estrelas, de acordo com as linhas escuras.
Note-se que até esta época a
fotografia ainda não era possível, por isso os espectros eram obtidos
visualmente. Embora a técnica fotográfica tenha sido lançada em 1839, pela
parceria Joseph-Nicéphore Niépce (1765-1833) e Louis-Jacques-Mandé Daguerre
(1787-1851)
, já em 1842,
o francês Edmond Becquerel (1820-1891), e poucos meses depois o inglês John
William Draper (1811-1882), fotografaram o espectro do Sol. Somente em 1872
Henry Draper (1837-1882), filho de John William Draper, obteve a primeira foto
de um espectro estelar, da estrela Vega. A classificação espectral usada
atualmente foi desenvolvida no observatório de Harvard, nos Estados Unidos, no
início do século XX.
Edward Charles
Pickering (1846-1919), A classificação dos espectros foi feita por Annie Jump
Cannon (1863-1941), classificando 225 000 estrelas até magnitude 9 entre
1918 e 1924, publicadas no Henry Draper Catalogue. Ela notou que as
estrelas iam de azuis-esbranquiçadas a avermelhadas e classificou seus
espectros de acordo com as linhas de hidrogênio, sendo A a mais forte, B a
seguinte, C e assim por diante.
|
|
estrelas azuis, com Tef=20
000 a 35 000 K, apresentam linhas de HeII
(hélio uma vez ionizado) e ultravioleta
forte. Exemplo: 10 Lac (V=4,88, O9) e Mintaka ( Ori, uma das Três Marias,
V=2,10, O9).
|
|
B
|
estrelas branco-azuladas , com Tef=15
000 K, com linhas de HeI. Exemplos: Rigel ( Ori, V=0,12, B8Ia) e Spica ( Vir, V=0,90, B1V).
|
|
A
|
estrelas brancas, com Tef=9000 K, com linhas
de HI forte. Exemplos: Sírius ( Can Maj, V=-1,46, A1V) e
Vega ( Lyr, V=0, A0V).
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|
F
|
estrelas branco-amareladas, com Tef=7000 K,
com linhas de metais observadas. Exemplos: Canopus
( Car, V=-0,72, F0Ib) e Procyon ( Can Min, V=0,38, F5IV).
|
|
G
|
estrelas amarelas, com Tef=5500 K,
como o Sol, com fortes linhas de metais e HI fraco. CaI (H e K) fortes.
Exemplos: Sol (G2V) e Capela ( Aur, V=0,08, G1II).
|
|
K
|
estrelas alaranjadas,
com Tef=4000 K, com linhas metálicas dominantes.
Contínuo azul fraco. Exemplos: Aldebarã ( Tau, V=0,80, K5III) e
Arcturus ( Boo, V=-0,04, K2III).
|
|
M
|
estrelas vermelhas,
com Tef=3000 K, com bandas
moleculares (TiO) muito fortes. Exemplos: Betelgeuse ( Ori, V=0,50, M2Ib) e
Antares ( Sco, V=0,88, M1Ib).
|
Uma frase para
lembrar a ordem de temperaturas é:
Oh! Be A Fine Girl, Kiss Me!.
(ou Only Boring Astronomers Find
Gratification Knowing Mnemonics,
ou OBA, Frango Grelhado "Kom" Molho)
Espectro de estrelas por classe espectral. (David Silva)
Cada tipo espectral se subdivide
em 10 classes, sendo 0 a mais quente, dentro da classe e 9 a mais fria.
Cada linha escura no espectro de
uma estrela está associada à presença de um elemento químico na atmosfera da
estrela. No entanto, atualmente se sabe que a composição química das
estrelas em geral é praticamente a mesma: aproximadamente 90% hidrogênio
e aproximadamente 9% hélio (por número); outros elementos juntos contribuem
entre 1% e 2% da composição e são chamados de metais. Portanto, o
hidrogênio é de longe o elemento químico mais abundante nas estrelas e, ainda
assim, as linhas do hidrogênio, embora fortes em algumas estrelas, são fracas em outras. Como isso se
explica?

- Nos
anos 1990 foram descobertas estrelas mais frias que as M9, e adicionou-se
as classes L, com temperaturas entre 2200K e 1400K e T, com temperaturas
abaixo de 1400K (quando se forma o metano), e o mnemônico se tornou: Oh!
Be A Fine Girl, Kiss Me Lo Ia - supergigantes superluminosas.
Exemplo: Rigel (B8Ia) - L=40550 LSol.
- Ib - supergigantes. Exemplo: Betelgeuse (M2Iab) - L=12246 LSol.
- II - gigantes luminosas. Exemplo: Antares
(MII) - L=4875 LSol.
- III - gigantes. Exemplo: Aldebarã (K5III) - L=100 LSol.
- IV - subgigantes. Exemplo: Acrux (
Crucis - B1IV) - L=3076
LSol.
- V - anãs (seqüência principal). Exemplo: Sol (G2V) - L=1 LSol.
vingly Tonight.
A classe de luminosidade é
determinada pela largura das linhas espectrais, que dependem fortemente da gravidade
superficial, diretamente relacionada à luminosidade pelo raio. As massas das
gigantes e anãs são similares, mas o raio das gigantes é muito maior. Como a
aceleração gravitacional é dada por g:

Atualmente usamos mais duas classes de luminosidades, para luminosidades
menores que as da seqüência principal, as sd (sub-dwarf) sub-anãs e as D
degeneradas, ou anãs brancas. Andrew J. Pickles (1953-) publicou em 1998 um
catálogo de fluxos esperados para os diversos tipos de estrelas, desde 1150Å
até 25 000Å, no Publications of the Astronomical Society of the Pacific, Volume
110, Issue 749, pp. 863-878.
Um outro uso da espectroscopia é
a derivação da velocidade radial, isto é, a velocidade do objeto na linha de
visada, utilizando o efeito Doppler.
Em 1842 Christian Doppler
(1803-1853) deduziu que, para um corpo luminoso se aproximando (ou se
afastando) do observador, o comprimento de onda da luz diminui (aumenta), em
relação àquele observado em laboratório. O comprimento de onda de uma fonte que
está se movimentando com velocidade v em relação ao observador é
deslocado por:

onde
é o ângulo
entre o vetor velocidade e a linha de visada, já com a correção devido à
Relatividade Especial, proposta por Einstein em 1905. Se a velocidade for muito
menor que a velocidade da luz, e considerando vr como a
componente de velocidade na direção do observador:
Em 1868 Sir
William Huggins deduziu a velocidade radial de Sírius observando a pequena
diferença no compr