Escola C.E.F 05 blog da escola

Calendário

Novembro 2008
DomSegTerQuaQuiSexSab
 << <Jul 2010> >>
      1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30      

Quem está conectado?

Membro: 0
Visitante: 1

Anúncio

rss Sindicação

Visualização dos artigos postados o: 07/11/2008

07 Nov 2008 
A Ciência Forense
 
A ciência forense é uma área interdisciplinar que envolve física, biologia, quími-
ca, matemática e várias outras ciências de fronteira, com o objetivo de dar suporte às
investigações relativas à justiça civil e criminal. Recentemente o público começou a se
dar conta da importância da ciência no desvendamento de crimes, talvez pelo fato da
grande proliferação de programas de televisão, documentários e ficção científica. Cito a
série americana CSI (sigla referente a Crime Scene Investigation), a qual foi considerada
uma  das  motivadoras  do  denominado  ‘efeito CSI’  –  uma  espécie  de  influência  que  al-
guns estudiosos atribuem a determinadas decisões dos jurados perante a insuficiência
de provas científicas, algo que, na ficção, não acontece. 

Cientistas  forenses  trabalham  nas  limitações da  própria  ciência,  não  podendo,
por  exemplo,  serem  capazes  de  concluir,  após  uma  análise  de  evidências  na  cena  do
crime, que a suposta acusada usava "batom da marca Maybelline, cor 42, lote A-439".
As conclusões, na realidade, são bem menos precisas, apesar dos avanços tecnológicos
das ciências que dão suporte aos cientistas forenses.
 
Em investigações de crimes, na vida real, o foco principal do profissional forense
é confirmar a autoria ou descartar o envolvimento do(s) suspeito(s). As técnicas empre-
gadas permitem que seja possível identificar, com relativa precisão, se uma pessoa, por
exemplo, esteve ou não na cena do crime a partir de uma simples impressão digital dei-
xada em algum lugar, ou então um fio de cabelo encontrado no local do crime. Hoje em
dia pode-se realizar a identificação humana através de técnicas de análise do DNA1 pre-
sente na amostra. Só que estas análises são ainda muito onerosas e o número de casos
faz com que, muitas vezes, não se faça uma investigação mais profunda. 
 
O acusado efetuou os disparos? Como ter mais informações além de simples re-
latos? É sabido que uma arma de fogo emite vários resíduos que podem impregnar na
pele do atirador. Através de técnicas analíticas, é possível determinar se uma pessoa a-
tirou ou não com uma arma de fogo. E não adianta lavar a mão, pois os resíduos pene-
tram na pele e a detecção é possível, em média, até cinco dias após o ocorrido. Outra
possibilidade é a intoxicação – comumente vista na forma de envenenamento. É possível
analisar os fluidos do corpo a fim de encontrar traços da substância em questão.
 
A presença de sangue pode ser detectada através da quimiluminescência que re-
sulta da interação com o luminol. Mesmo em concentrações imperceptíveis a olho nu,
consegue-se  encontrar  vestígios  de  sangue  na  cena  do  crime.  Acidentes  de  trânsitos
provocados por pessoas embriagadas e que resultam em morte são julgados, em certos
casos, como tentativa de homicídio. Como saber se a pessoa ingeriu mais álcool que o
permitido por lei? Eis que surge o analisador de alcoolemia, mais popularmente conhe-
cido aqui no Brasil como ‘bafômetro’.

As técnicas analíticas merecem destaque dentre as que os químicos participam
com mais afinco. Espectroscopia de infravermelho, absorção atômica, difratometria de
raios-X  e  outras  podem  ser  essenciais  para  analisar  evidências,  tais  como  drogas,  fi-
bras, resíduos de tiro, dentre outras possíveis encontradas na cena do crime.

CHEMELLO, E. Química Virtual, Dezembro (2006)

07 Nov 2008 
Olá. A maioria não conhece esse clipe do U2, mas é um dos mais belos. Abs.




prof.deborah · 71 vistos · 0 comentários
Categorias: Prof.Deborah