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07 Nov 2008
A Ciência Forense
A ciência forense é uma área interdisciplinar que envolve física, biologia, quími-
ca, matemática e várias outras ciências de fronteira, com o objetivo de dar suporte às
investigações relativas à justiça civil e criminal. Recentemente o público começou a se
dar conta da importância da ciência no desvendamento de crimes, talvez pelo fato da
grande proliferação de programas de televisão, documentários e ficção científica. Cito a
série americana CSI (sigla referente a Crime Scene Investigation), a qual foi considerada
uma das motivadoras do denominado ‘efeito CSI’ – uma espécie de influência que al-
guns estudiosos atribuem a determinadas decisões dos jurados perante a insuficiência
de provas científicas, algo que, na ficção, não acontece.
Cientistas forenses trabalham nas limitações da própria ciência, não podendo,
por exemplo, serem capazes de concluir, após uma análise de evidências na cena do
crime, que a suposta acusada usava "batom da marca Maybelline, cor 42, lote A-439".
As conclusões, na realidade, são bem menos precisas, apesar dos avanços tecnológicos
das ciências que dão suporte aos cientistas forenses.
Em investigações de crimes, na vida real, o foco principal do profissional forense
é confirmar a autoria ou descartar o envolvimento do(s) suspeito(s). As técnicas empre-
gadas permitem que seja possível identificar, com relativa precisão, se uma pessoa, por
exemplo, esteve ou não na cena do crime a partir de uma simples impressão digital dei-
xada em algum lugar, ou então um fio de cabelo encontrado no local do crime. Hoje em
dia pode-se realizar a identificação humana através de técnicas de análise do DNA1 pre-
sente na amostra. Só que estas análises são ainda muito onerosas e o número de casos
faz com que, muitas vezes, não se faça uma investigação mais profunda.
O acusado efetuou os disparos? Como ter mais informações além de simples re-
latos? É sabido que uma arma de fogo emite vários resíduos que podem impregnar na
pele do atirador. Através de técnicas analíticas, é possível determinar se uma pessoa a-
tirou ou não com uma arma de fogo. E não adianta lavar a mão, pois os resíduos pene-
tram na pele e a detecção é possível, em média, até cinco dias após o ocorrido. Outra
possibilidade é a intoxicação – comumente vista na forma de envenenamento. É possível
analisar os fluidos do corpo a fim de encontrar traços da substância em questão.
A presença de sangue pode ser detectada através da quimiluminescência que re-
sulta da interação com o luminol. Mesmo em concentrações imperceptíveis a olho nu,
consegue-se encontrar vestígios de sangue na cena do crime. Acidentes de trânsitos
provocados por pessoas embriagadas e que resultam em morte são julgados, em certos
casos, como tentativa de homicídio. Como saber se a pessoa ingeriu mais álcool que o
permitido por lei? Eis que surge o analisador de alcoolemia, mais popularmente conhe-
cido aqui no Brasil como ‘bafômetro’.
As técnicas analíticas merecem destaque dentre as que os químicos participam
com mais afinco. Espectroscopia de infravermelho, absorção atômica, difratometria de
raios-X e outras podem ser essenciais para analisar evidências, tais como drogas, fi-
bras, resíduos de tiro, dentre outras possíveis encontradas na cena do crime.
CHEMELLO, E. Química Virtual, Dezembro (2006)
07 Nov 2008
Olá. A maioria não conhece esse clipe do U2, mas é um dos mais belos. Abs.
27 Out 2008
27 Out 2008
Essa musica é para aqueles que "brigaram"com seus amores e
acham que nao se pode voltar atras !!! Um conselho para vcs
o amor nao pode acabar vc pode ocultar-lo mas nao dar um
fim nele !!!!!
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